O regime do Irã declarou nesta terça-feira (11) que está avaliando a possibilidade de estender o conflito atual com os Estados Unidos e Israel até que o presidente americano, Donald Trump, deixe a Casa Branca, previsto para o início de 2029.
Mohammad Reza Naqdi, conselheiro sênior do comando da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, mencionou em entrevista à emissora americana PBS que a intenção é alcançar uma capacidade de dissuasão que impeça qualquer ataque contra o país, permitindo assim uma vida em segurança. Ele destacou que uma das formas de alcançar esse objetivo seria prolongar a guerra, visando provocar um desgaste que tornaria mais custoso um eventual ataque por parte de um futuro presidente.
As negociações entre Irã e Estados Unidos estão estagnadas. Recentemente, o governo iraniano informou que um acordo em discussão com Omã para a administração do Estreito de Ormuz não seria suficiente para reabrir a passagem marítima. O Irã condiciona a reabertura a uma série de exigências, que incluem o pagamento de indenizações, a retirada das tropas americanas de países vizinhos e o fim do bloqueio naval a seus portos.
Naqdi também comentou sobre os ataques a navios comerciais no Estreito de Ormuz, justificando que embarcações que não seguem as rotas autorizadas pelo Irã podem estar transportando suprimentos para o inimigo. Ele assegurou que a “vitória” está a favor do Irã, criticando a falta de uma estratégia clara por parte dos Estados Unidos. "A cada dois ou três dias, eles anunciam um novo objetivo", afirmou.
O conselheiro ressaltou que a duração prolongada da guerra traria ao Irã mais experiência no combate. Naqdi afirmou que, ao longo dos últimos cinco meses de conflito, o país adquiriu conhecimento prático sobre como enfrentar as forças armadas americanas, que ele considera mais frágeis do que se imaginava. Essa perspectiva de aprendizado é vista como uma oportunidade para o regime iraniano se fortalecer militarmente no cenário internacional.




