Willian Barile Agati, apontado como uma das principais lideranças do PCC (Primeiro Comando da Capital), será interrogado no dia 22 de outubro de 2026. A determinação foi emitida pela 13ª Vara Federal de Curitiba (PR) em 21 de outubro, após uma denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal em abril de 2023.
As investigações revelam que Agati atuava como um "faz-tudo" e servia como elo entre o PCC e a máfia italiana ‘Ndrangheta. Ele é acusado do homicídio de Marco Antonio Carvalho, conhecido como "Marcos P2", ocorrido em abril de 2020. A execução de Carvalho está relacionada ao tráfico internacional de drogas, segundo as apurações.
O Ministério Público Federal informou que "Marcos P2" foi assassinado a tiros em um estacionamento de um posto de combustível. A Operação Mafiusi, realizada pela Polícia Federal, indicou que o crime foi motivado por vingança, decorrente da subtração de duas cargas de cocaína pertencentes a Agati e a um comparsa conhecido como "Grilo". O prejuízo com a perda das drogas, que deveriam ser enviadas do Porto de Paranaguá para a Espanha, é estimado em cerca de US$ 4 milhões.
Atualmente, Willian Agati encontra-se preso na Penitenciária Federal de Brasília desde janeiro de 2025. O advogado de defesa, Eduardo Maurício, declarou que o processo está em segredo de justiça, mas manifestou confiança na inocência de seu cliente e na nulidade das provas obtidas por meio de interceptações telefônicas ilegais realizadas pela plataforma SKY ECC, que não preservou a cadeia de custódia das evidências.
As autoridades identificam Willian Agati como o principal vínculo entre o PCC e a máfia ‘Ndrangheta. As investigações indicam que ele era responsável pela logística de grandes remessas de cocaína para a Europa, utilizando portos brasileiros para esse fim. Durante a Operação Mafiusi, foi apurado que Agati e "Grilo" enviaram aproximadamente 270 kg de cocaína para indivíduos identificados como "Panda" e "Barby", ambos associados à máfia italiana, com destino ao Porto de Valência, na Espanha.
Conforme consta na denúncia do Ministério Público, as evidências que demonstram a conexão internacional foram obtidas através da quebra de criptografia de um aplicativo utilizado pela alta cúpula do PCC para coordenar operações de tráfico e realizar negociações com membros da máfia.




