Todd Blanche, indicado pelo presidente dos Estados Unidos Donald Trump para o cargo de procurador-geral, afirmou que, caso seja confirmado, tomará medidas para proteger os estados que adotam políticas pró-vida de interferências externas. A declaração foi feita durante uma ligação telefônica em 30 de julho, com líderes do movimento, e acabou sendo divulgada publicamente.
Blanche destacou sua intenção de defender os estados que proíbem o aborto de organizações que enviam drogas abortivas por correio, uma prática que vem sendo utilizada em estados onde esses medicamentos são ilegais. Ele mencionou que estados como Nova York e Califórnia já implementaram legislações que dificultam ações judiciais contra aqueles que realizam abortos em tais circunstâncias.
"Se os estados estabeleceram que irão proteger os não nascidos desde a concepção, é fundamental que implementemos práticas e políticas que impeçam que outros estados e organizações interfiram nessa decisão, como no caso do envio de medicamentos abortivos", declarou Blanche durante a conversa.
Ele também comentou que o processo de implementação dessas medidas é longo, ressaltando que, após 19 meses, ainda não se obteve uma vitória completa, mas manifestou otimismo em relação ao futuro. "A vitória será em breve e será duradoura, e isso é o que todos devem lembrar", afirmou.
Blanche assegurou que seus esforços estarão alinhados com a administração na busca por soluções permanentes, garantindo que a decisão Dobbs, que reverteu o caso Roe v. Wade, se torne uma realidade em todos os estados. Em sua fala, ele mencionou que está colaborando com agências e com a Casa Branca para reverter as políticas favoráveis ao aborto da administração do ex-presidente Joe Biden.
A confirmação de Todd Blanche para o cargo de procurador-geral requer aprovação pela maioria simples no Senado. Recentemente, os eleitores do Kansas rejeitaram um referendo apoiado por líderes pró-vida, com 61,4% dos votos contra e 38,6% a favor.




