A divulgação da morte da pesquisadora e jornalista Lydia Theresia Möcklinghoff, que ocorreu em um acidente aéreo na última sexta-feira (3) em Campo Grande, foi feita apenas no dia 5 de outubro pela imprensa alemã. O zoológico de Dortmund, que colaborava com as pesquisas de Lydia sobre tamanduás-bandeira no Brasil, expressou seu pesar pela perda. O tabloide Bild, uma das publicações que noticiou o ocorrido, utilizou informações e imagens do Campo Grande News em sua matéria.
Nascida em Wilhelmshaven, Lydia era uma figura reconhecida no meio científico e cultural, tendo escrito o livro "Os Super Narizes" e participado de diversos podcasts. Ela também apresentava um programa que relatava suas experiências no Pantanal. O jornal Bild destacou que a emissora a chamava carinhosamente de "Pesquisadora de Ratos". Além de Lydia, o acidente resultou na morte do piloto brasileiro Henrique Martin de Carvalho.
Em um desdobramento jurídico, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) absolveu um homem de 26 anos da pena de quatro anos de prisão por roubo de celular, ocorrido em 2018 em Ribas do Rio Pardo. A defesa contestou a validade do reconhecimento feito pela vítima, que alegou ter visto o suspeito na frente da casa da mãe dele e que o reconheceu posteriormente na delegacia.
O TJMS apontou fragilidades no processo de reconhecimento, já que a vítima declarou em juízo que apenas fotos do acusado foram mostradas, sem comparação com outros indivíduos que poderiam ser semelhantes. A mãe da vítima também relatou que a filha não tinha certeza sobre quem havia cometido o roubo, levantando questões sobre a confiabilidade do reconhecimento em casos judiciais.
A situação gerou discussões entre entidades de direitos civis sobre o risco de condenações baseadas em memória falha. Recentemente, um sargento da Polícia Militar de Ponta Porã foi detido por conta de uma resolução que autoriza a criação da 3ª Vara Judicial em Bonito, que será chamada de Vara Regional de Meio Ambiente, Conflitos Fundiários e Proteção de Direitos dos Povos Originários e das Comunidades Quilombolas.
Essa nova vara terá competência exclusiva para lidar com Conflitos Fundiários, além de ilícitos administrativos, civis e criminais relacionados ao Meio Ambiente. Sua atuação abrangerá não apenas Bonito, mas também as comarcas de Anastácio, Aquidauana, Bela Vista, Corumbá, Coxim, Jardim, Miranda, Nioaque, Porto Murtinho, Rio Negro e Rio Verde de Mato Grosso. A criação da vara foi aprovada em 13 de maio pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems).




