A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) está com inscrições abertas para a seleção de voluntários que desejam atuar como professores no Curso de Português para Migrantes Internacionais. Esta iniciativa faz parte do programa UEMS Acolhe e é coordenada pela Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Comunitários (PROEC), com foco na inclusão e no acolhimento de migrantes.
Os interessados não precisam ter formação específica em pedagogia ou em língua portuguesa, e a participação é totalmente voluntária. Aqueles que se inscreverem e cumprirem pelo menos 75% das atividades do curso receberão um certificado de participação. Todos os voluntários selecionados participarão de uma capacitação online obrigatória, que incluirá conteúdos teóricos e práticos para a realização das aulas.
O curso está sendo realizado em oito municípios do estado de Mato Grosso do Sul: Campo Grande, Dourados, Ponta Porã, Nova Andradina, Cassilândia, Sidrolândia, Naviraí e Corumbá. As principais demandas por novos voluntários se concentram nas cidades de Dourados, Ponta Porã, Corumbá e Nova Andradina, onde a necessidade de professores para as aulas é mais expressiva.
Com uma carga horária total de 60 horas-aula, o programa não se limita ao ensino da língua portuguesa. Ele também abrange mediação cultural e suporte comunitário, especialmente voltados para refugiados, apátridas e migrantes em situação de vulnerabilidade. A equipe do projeto é composta por colaboradores de diversas áreas, como Letras, Pedagogia, Enfermagem, Direito, Administração, Economia, Medicina Veterinária, Turismo, Geografia e História.
Desde o seu início, em 2017, o programa tem se mostrado eficaz, atendendo mais de cinco mil migrantes por meio de cursos de português, oficinas de integração e apoio humanitário. Em 2025, foram registrados 237 voluntários atuando e 575 alunos concluindo o curso. Além disso, a iniciativa tem colaborado com a regularização do Registro Nacional Migratório (RNM) junto à Polícia Federal e a solicitação do Cadastro de Pessoa Física (CPF) na Receita Federal, visando facilitar a integração dos migrantes no Brasil.
O programa foi destacado em um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre boas práticas em ações voltadas para refugiados no país, evidenciando sua relevância e impacto social.




