Na noite da última quinta-feira (13), Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD e candidato a vice-presidente na chapa de Ronaldo Caiado, declarou que os partidos do Centrão não estão neutros na disputa presidencial, mas, sim, ao lado de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. A declaração foi feita durante um evento reservado com empresários na região central de São Paulo.
Kassab foi questionado sobre as estratégias eleitorais e as possibilidades de sucesso da chapa Caiado-Kassab. Ele afirmou: "Eu discordo que os partidos de centro — que é o Centrão — estejam neutros. Eu acho que eles estão com o Lula (…) A chance do Flávio [Bolsonaro] se eleger é zero. Não tem a menor chance".
Além disso, Kassab acredita que Flávio Bolsonaro, candidato do PL, está sendo “preservado” de críticas do PT, uma vez que sua derrota seria mais fácil para Lula. O dirigente do PSD enfatizou que, nas pesquisas, Flávio deve apresentar queda significativa de intenções de voto assim que o PT começar a expor os nomes que o cercam.
O presidente do PSD também mencionou que pesquisas internas do partido indicam que Caiado tem desempenho superior nas intenções de voto em comparação com os números apresentados por institutos de pesquisa. Ele ressaltou que a ausência de candidaturas presidenciais por parte de siglas como MDB, Progressistas, União Brasil e Republicanos poderá influenciar a redistribuição do tempo de TV nas campanhas eleitorais.
De acordo com os cálculos do partido, Caiado, que teria aproximadamente 50 segundos, poderá contar com mais de 2 minutos no horário eleitoral gratuito nas emissoras de rádio e TV. Kassab compartilhou ainda com a plateia de empresários nomes que poderiam integrar um eventual governo de Caiado, entre eles Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Lincoln Gakiya, procurador-chefe do combate ao crime organizado em São Paulo, Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, e Guilherme Afif, secretário de Projetos Estratégicos do governo de São Paulo.




