Em uma manifestação realizada no Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), o senador Flávio Bolsonaro expressou sua oposição à tarifa de 50% que incide sobre produtos brasileiros. Ele argumentou que essa imposição não favorece os interesses dos EUA e pediu a suspensão da medida, propondo a abertura de negociações bilaterais para abordar práticas comerciais que possam ser vistas como desleais. O senador, que é pré-candidato à Presidência, acredita que o Brasil pode iniciar um novo capítulo em sua política externa após as eleições de 2026, onde enfrentará o presidente Lula.
Flávio destacou que, em reuniões anteriores na Casa Branca com o ex-presidente Donald Trump, o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio, enfatizou a necessidade de reconsiderar as tarifas. Ele argumentou que a aplicação dessas tarifas beneficiaria, em última análise, aqueles que praticam desonestidades, citando Lula como um potencial beneficiário eleitoral da sanção. Nesse contexto, o jornalista Paulo Figueiredo também se manifestou, sugerindo que, em vez de sancionar o Brasil, o foco deveria ser em autoridades brasileiras, como Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, sob a Lei Magnitsky.
Após a imposição inicial da tarifa, o governo brasileiro passou a intensificar um discurso de soberania, substituindo o slogan de "união e reconstrução" por "governo do Brasil, do lado do povo brasileiro". Em resposta à situação, o Partido dos Trabalhadores passou a se referir a Flávio como "Tariflávio", o responsabilizando pela imposição negativa sobre o Brasil.
O senador argumentou que a primeira aplicação das tarifas não alterou qualquer decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), destacando que os processos judiciais contra a oposição continuaram. Ele mencionou casos ligados ao Mensalão e à Lava Jato, atribuindo a origem dos problemas administrativos aos governos do Partido dos Trabalhadores, que, segundo ele, promoveram uma cultura de corrupção.
Flávio Bolsonaro ressaltou que "uma tarifa não reconstrói a independência do Ministério Público" e afirmou que o governo anterior não foi marcado por esquemas de corrupção em grande escala. Ele se comprometeu a fortalecer o combate ao crime de diversas formas e a restaurar o Estado de Direito, sublinhando a importância de combater a lavagem de dinheiro e a infiltração em instituições públicas.




