O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal (PL-RJ), manifestou-se nesta quarta-feira (8) sobre a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF) na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. O mandado, autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, teve como objetivo localizar armas, munições e documentos relacionados ao registro de armamentos. Flávio Bolsonaro acredita que a operação teve a intenção de criar uma "cortina de fumaça" e dividir o foco da mídia.
Durante uma transmissão ao vivo, o senador expressou que essa ação é uma prova de que seu grupo está incomodando o sistema político. Ele afirmou que há tentativas constantes de interferência nas eleições em várias partes do Brasil, mencionando especificamente o Rio de Janeiro e Roraima. Flávio declarou que a atuação da PF e o mandado de busca demonstram um esforço para desestabilizar a candidatura de seu pai.
A operação realizada na terça-feira (7) não se limitou apenas à residência de Jair Bolsonaro. Ela também se relaciona com uma investigação mais ampla, que incluiu a prisão do pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, Marcio Canella, no Rio de Janeiro. Canella foi detido após um fuzil calibre .556 ser encontrado em seu veículo, durante a sexta fase da Operação Unha e Carne, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado a postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio.
Marcio Canella, que renunciou ao cargo de prefeito de Belford Roxo (RJ) em abril deste ano para concorrer ao Senado, recebeu apoio do PL, partido ao qual Flávio Bolsonaro é filiado. O senador também criticou a postura das autoridades que conduzem a investigação e ressaltou que a defesa de Jair Bolsonaro apresentou documentos para esclarecer a situação relacionada às armas.
Flávio Bolsonaro enfatizou que não há boa-fé nas acusações contra seu pai e que a perseguição é evidente. Em defesa de Jair Bolsonaro, ele comparou a situação do ex-presidente à de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula (PT). Lulinha é investigado por sua conexão com Antônio Camilo, apontado como lobista em um esquema que desviou cerca de R$ 6 bilhões de aposentados do INSS.
Carlos Bolsonaro, em uma postagem nas redes sociais, fez um apelo emocional, clamando para que as autoridades parem com o que considera perseguição e tortura ao seu pai. Ele destacou a desigualdade de tratamento entre Jair Bolsonaro e outros políticos envolvidos em escândalos, sugerindo que a ação contra o ex-presidente é desproporcional em relação a outros casos.




