Nesta quarta-feira (12), o Departamento de Estado dos EUA, sob a liderança do secretário Marco Rubio, revelou a criação de uma força-tarefa destinada a combater o "turismo de nascimento". Essa prática envolve a viagem de estrangeiras aos Estados Unidos com o objetivo de dar à luz, garantindo assim a cidadania americana para seus filhos.
A nova medida foi anunciada poucos dias após o presidente Donald Trump assinar duas ordens executivas que visam restringir a cidadania por nascimento, um dos principais pilares da política de imigração do governo republicano. O Departamento de Estado enfatizou que está utilizando todos os recursos disponíveis para "defender a integridade da cidadania americana", além de garantir que os vistos de não imigrante sejam utilizados apenas para seus fins legais.
A força-tarefa, que contará com a colaboração do Departamento de Segurança Interna (DHS), terá como foco o monitoramento das atividades de portadores de visto em todo o mundo. O objetivo é identificar e desmantelar redes que operam nesse mercado ilegal de turismo de parto, que é visto como uma exploração das leis de imigração.
A equipe liderada por Rubio esclareceu que estrangeiros que apresentarem informações falsas sobre o propósito de suas viagens ou entrada nos EUA poderão ser permanentemente barrados de obter um visto americano ou de entrar no país. Essa estratégia é parte de um esforço mais amplo para coibir práticas que, segundo o governo, comprometem a legitimidade da cidadania norte-americana.
Até o momento, o Departamento de Estado já revogou mais de 600 vistos relacionados a essa categoria, como parte da nova abordagem para reverter a utilização indevida dos vistos de não imigrante. Essa ação destaca a determinação do Governo Trump em controlar o fluxo de imigração e garantir que os benefícios da cidadania sejam concedidos de forma justa e legal.




