Os Estados Unidos intensificaram a pressão sobre o governo cubano nesta segunda-feira (18) ao anunciar uma nova rodada de sanções que afetam diversos altos funcionários do regime, incluindo ministros e o presidente da Assembleia Nacional. As sanções foram divulgadas pelo Departamento do Tesouro, que também informou sobre a iminente apresentação de acusações formais contra o ex-ditador Raúl Castro, programadas para a próxima sexta-feira (22). Essa medida se insere em uma ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump, a qual classifica Cuba como uma "ameaça incomum e extraordinária" à segurança nacional dos EUA.
A lista de sanções inclui três ministros do governo cubano: Mayra Arevich, que ocupa o cargo de ministra das Comunicações e já foi presidente da estatal de telecomunicações ETECSA; Vicente de la O Levy, ministro da Energia; e Rosabel Gamon Verde, ministra da Justiça. Além desses, também foram sancionados Esteban Lazo, presidente da Assembleia Nacional, Roberto Morales Ojeda, secretário de organização do comitê central do Partido Comunista, e a Direção Nacional de Inteligência. Essas sanções se somam a outras já impostas a entidades governamentais, como o Ministério do Interior e a Polícia Nacional Revolucionária.
As sanções, aplicadas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro, resultam no congelamento de bens e propriedades sob a jurisdição dos EUA pertencentes aos indivíduos e entidades designados. Além disso, ficam proibidas quaisquer transações comerciais ou financeiras envolvendo essas pessoas ou entidades.
Esse novo conjunto de sanções surge em um momento de crescente tensão nas relações entre Washington e Havana, exacerbada pelo embargo energético imposto pelos EUA a Cuba. O clima de conflito é ainda mais acentuado pelas declarações do atual ditador cubano, Miguel Diáz-Canel, que advertiu que um possível confronto direto com os Estados Unidos resultaria em um "banho de sangue" na ilha.
O Departamento de Justiça dos EUA se prepara para apresentar as acusações contra Raúl Castro em um tribunal da Flórida, relacionadas ao abate de aeronaves pertencentes a uma organização de exilados cubanos em 1996, quando ele era ministro da Defesa. A ação reflete a continuidade da política americana de responsabilizar líderes cubanos por atos considerados abusos de direitos humanos e violações de soberania.
Com essas sanções, os EUA reafirmam sua postura de pressão sobre o regime cubano, buscando não apenas isolar financeiramente seus líderes, mas também enviar uma mensagem clara sobre as consequências de suas ações no cenário internacional.




