O Departamento de Estado dos EUA manifestou sua avaliação sobre a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, considerando-a como uma forma de perseguição política. A declaração foi feita por um porta-voz da instituição em entrevista à agência de notícias britânica Reuters, que não revelou sua identidade.
Segundo a fonte, a mais recente decisão do Judiciário brasileiro integra um "padrão de perseguição e guerra jurídica" contra a oposição política no Brasil. O porta-voz do Departamento de Estado enfatizou que os conflitos políticos devem ser resolvidos por meio de eleições democráticas, e não por sentenças judiciais.
Na última terça-feira, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Eduardo Bolsonaro a quatro anos de prisão em regime semiaberto, além de torná-lo inelegível. A condenação foi baseada nas acusações feitas pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que alegou que o ex-parlamentar colaborou para que o governo dos EUA impusesse sanções a autoridades brasileiras, incluindo o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.
Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, havia participado recentemente de encontros com líderes da Casa Branca. Ele esteve acompanhado do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do jornalista Paulo Figueiredo, e chegou a registrar uma foto ao lado do presidente dos EUA, Donald Trump. Nesse mesmo dia, eles se reuniram com o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, conhecido por suas críticas ao Brasil.
Além disso, no início do mês, o secretário de Estado americano destacou que a América Latina está "repleta" de países aliados, mas incluiu o Brasil em uma lista de exceções ao lado de regimes considerados autoritários, como os da Venezuela, Nicarágua e Cuba. Essa declaração foi vista como uma crítica à situação política brasileira atual.




