O sonho do hexacampeonato foi adiado para os torcedores que acompanharam a partida entre Brasil e Noruega neste domingo (5) em Campo Grande. A derrota por 2 a 1 resultou na eliminação da Seleção nas oitavas de final da Copa do Mundo, levando ao desespero de muitos fãs, especialmente entre as crianças e adolescentes que nunca tiveram a oportunidade de ver o Brasil campeão. As reações emocionais foram fortemente sentidas Na Esplanada Ferroviária e Na Veiga Conveniência, situada na Mata do Jacinto.
Arthur Leite Coelho, de 16 anos, expressou sua frustração ao observar o fim do jogo, já que nasceu após a conquista do pentacampeonato em 2002. Ele declarou que não acredita que ver o Brasil vencer um torneio tão cedo seja uma possibilidade, destacando que até seus filhos podem mesmo não conseguir testemunhar uma vitória. "Como dizia meu pai, ele viu os melhores jogadores, e agora eu só consigo ver as falhas do time", lamentou. O jovem criticou as escolhas do técnico e a atuação da equipe, particularmente com relação à participação de Neymar.
Durante a partida, Arthur notou que a Copa do Mundo deveria ter sido uma oportunidade para Neymar brilhar, mas a atuação dos jogadores comprometeu suas chances. Ele mencionou o pênalti perdido por Bruno Guimarães, sugerindo que, caso o jogador tivesse iniciado como titular, a situação poderia ser diferente. Como resultado de sua frustração, decidiu mudar seu apoio para a Noruega, explicando que não quer que a Argentina seja campeã novamente.
Na Esplanada Ferroviária, a tristeza também foi visível. Ana Júlia, de 7 anos, chorava enquanto acompanhava a eliminação, e sua mãe, Patrícia, explicou que a filha está começando a se interessar pela Seleção e admira Neymar. Ela ainda alimenta a esperança de que, em futuras competições, Ana Júlia possa comemorar uma vitória brasileira.
Gabriel Nunes e Eloá, igualmente descontentes com o resultado da partida, expressaram sua decepção, prometendo não torcer mais por nenhuma seleção. Maria Eduarda Portilho, de 19 anos, mostrava-se esperançosa mesmo após o primeiro gol da Noruega, crendo na capacidade dos jogadores de reverter a situação, enquanto lamentava a ineficácia de Éderson em seu desempenho na partida.
Por outro lado, Aparecida Torres, de 55 anos, recordou com pesar o primeiro pênalti perdido pelo Brasil, que significou uma grande decepção para ela. Mesmo assim, a manicure já decidiu por quem apoiar na sequência da Copa: "Agora, triste ou não, tenho que dançar. Agora é a Argentina", assegurou. Essa eliminação manifesta a frustração de uma geração inteira que nunca conheceu a alegria de ver o Brasil vencer um título mundial desde 2002.




