O dólar apresentou uma nova queda, fechando o dia cotado a R$ 5,089. O desempenho da moeda foi impulsionado pela valorização do real, que se beneficiou dos juros altos e da recuperação no preço do petróleo. Em contrapartida, a bolsa de valores registrou sua quarta queda consecutiva, pressionada pela desvalorização das ações de mineradoras.
No início do pregão, o mercado mostrou uma resposta positiva a indícios de uma possível diminuição das tensões no Oriente Médio. Porém, novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mantiveram a cautela entre os investidores, refletindo incertezas sobre o cenário geopolítico.
Os números principais do dia foram: o dólar à vista recuou 0,42%, enquanto o Ibovespa caiu 0,20%, fechando em 173.371,35 pontos. O Petróleo Brent teve uma alta de 1,27%, sendo negociado a US$ 89,22 o barril, enquanto o WTI subiu 0,85%, alcançando US$ 82,48.
O dólar comercial, que começou o dia acima de R$ 5,11, viu sua cotação cair após a confirmação de que mediadores internacionais apresentaram propostas para reduzir as tensões entre Estados Unidos e Irã. Essa situação diminuiu a demanda global por ativos considerados mais seguros, favorecendo a desvalorização da moeda americana em comparação a divisas de países emergentes, apesar de sua alta frente a moedas de economias desenvolvidas.
No contexto doméstico, a diferença elevada nas taxas de juros entre o Brasil e os Estados Unidos tem incentivado operações de carry trade, onde investidores captam recursos em países com juros baixos para aplicar em mercados com taxas mais vantajosas. Além disso, a valorização do petróleo contribui para melhorar as perspectivas de entrada de dólares no Brasil, especialmente com a balança comercial registrando superávit de US$ 526,3 milhões na terceira semana de julho e um crescimento de 6,7% nas exportações no acumulado do mês, impulsionado pela indústria extrativa.
O Ibovespa, que chegou a passar dos 174 mil pontos no início do dia, acabou fechando em baixa, refletindo a cautela dos investidores. Mesmo com a alta das ações da Petrobras, beneficiadas pela valorização do petróleo, essa movimentação não foi suficiente para compensar as perdas observadas nas mineradoras. Os contratos internacionais de petróleo apresentaram oscilações ao longo do dia, mas fecharam em alta, com o Brent avançando 1,27% e o WTI subindo 0,85%.



