Embora não tenha confirmado nem negado a informação sobre a compra dos drones, Díaz-Canel enfatizou que Cuba possui "o direito absoluto e legítimo de se defender". Em suas palavras, a ilha enfrenta uma "agressão multidimensional" vinda dos Estados Unidos e não pode ser usada como justificativa para a imposição de uma guerra ao povo cubano.
O presidente cubano também reiterou que seu país não representa uma ameaça e não possui planos agressivos contra nenhuma nação, incluindo os EUA. Ele destacou que as agências de defesa e segurança nacional dos Estados Unidos têm plena consciência de que Cuba não tem intenções hostis.
Díaz-Canel advertiu que um ataque militar americano provocaria consequências devastadoras, não apenas para Cuba, mas também para os Estados Unidos e para a estabilidade da região. "Caso se concretize, isso provocará um banho de sangue de consequências incalculáveis", afirmou, reforçando os impactos destrutivos que um conflito traria para a paz regional.
A tensão entre os países se intensificou após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter ameaçado aumentar tarifas sobre o envio de petróleo a Cuba e endurecido sanções contra o regime. Recentemente, Trump declarou que busca diálogo com Havana, afirmando: "Cuba está pedindo ajuda, e nós vamos conversar!" em uma postagem na rede Truth Social.




