A Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), considerada um dos principais eventos conservadores dos Estados Unidos, emitiu uma nota oficial repudiando a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que resultou na condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro a quatro anos de prisão. A sentença foi proferida pela Primeira Turma do STF na última terça-feira (17).
Em sua manifestação, o presidente da CPAC, Matt Schlapp, utilizou as redes sociais da conferência para expressar sua indignação. Na declaração, ele afirmou que a condenação representa uma grave violação das normas democráticas, da liberdade de expressão e do Estado de direito. Schlapp destacou que o que foi classificado como 'crime' por Eduardo Bolsonaro não envolveu violência ou corrupção, mas sim a exposição de questões relacionadas à corrupção, censura e abuso de poder no governo brasileiro e na Suprema Corte.
O líder conservador classificou a decisão do STF como uma forma de lawfare, alegando que Eduardo Bolsonaro está sendo perseguido por 'ousar falar a verdade' sobre o cenário político no Brasil e por não se calar diante da Perseguição Política enfrentada por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e por milhões de conservadores no país.
Schlapp também direcionou críticas ao ministro Alexandre de Moraes, afirmando que ele simboliza o excesso judicial. O líder conservador argumentou que Moraes ignorou um processo judicial nos Estados Unidos relacionado à censura nas redes sociais, o que, segundo ele, reforça a percepção de que o establishment busca silenciar seus críticos enquanto evita o escrutínio internacional.
Na quinta-feira (18), a CPAC publicou um trecho de uma entrevista com Eduardo Bolsonaro, destacando a importância da liberdade de expressão. A legenda da postagem enfatizava que essa liberdade não deve ser considerada um crime e que o mundo está observando o que ocorre no Brasil. A conferência reafirmou seu apoio à família Bolsonaro e ao povo brasileiro na luta pela liberdade.
Em outra comunicação, a CPAC defendeu que os conservadores brasileiros merecem respeito à sua liberdade de expressão. A organização alertou que, em um sistema judicial imparcial, seria inaceitável que um juiz atuasse simultaneamente como juiz e alegada vítima, apontando que o STF permitiu essa situação, comprometendo a aparência da justiça como um instrumento de retribuição política.




