O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou que retomará os testes genéticos de feminilidade a partir dos Jogos Olímpicos de 2028. Essa decisão exclui atletas transgênero e uma parte significativa de atletas intersexo das competições femininas. A admissão nas categorias femininas agora será restrita a pessoas do sexo biológico feminino, que não possuam o gene SRY.
A nova política revoga as regras de 2021, que permitiam que cada federação definisse suas próprias diretrizes e estabelece que apenas atletas que comprovem insensibilidade total aos andrógenos poderão ser isentos da medida. Os testes, que serão realizados uma única vez na vida do atleta, poderão ser feitos por meio de saliva, raspado bucal ou amostra de sangue.
Essa é a primeira grande ação da presidente Kirsty Coventry desde sua eleição no COI. A medida não afetará resultados anteriores, como a medalha de ouro da boxeadora argelina Imane Khelif, que nasceu como menina, mas é portadora do gene SRY.
Embora a nova política tenha como objetivo evitar conflitos, especialmente com a administração de Donald Trump, as críticas à reintrodução dos testes aumentam. Especialistas e organizações de direitos humanos questionam a validade dos testes e apontam a falta de dados científicos sobre a vantagem atlética de indivíduos intersexo com o gene SRY.




