Na sessão realizada no dia 4 de outubro, a Câmara de Vereadores decidiu pela instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o intuito de averiguar a aplicação dos recursos financeiros repassados ao município para a Aeunas (Associação dos Estudantes Universitários de Nova Alvorada do Sul). Esses fundos são destinados ao transporte dos universitários que frequentam instituições de ensino em Dourados e Campo Grande.
A investigação surge em resposta à Operação Rota Desviada, deflagrada em 19 de maio deste ano pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, que investiga supostas irregularidades na utilização desses recursos. Na ocasião, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em diversas localidades, incluindo Campo Grande, Nova Alvorada do Sul, Dourados, e em cidades de outros estados, como Fernandópolis (SP) e Ituiutaba (MG).
Em 3 de junho, o Ministério Público recomendou a suspensão do repasse de R$ 2,4 milhões que seriam destinados à associação para cobrir os custos de transporte dos estudantes até o final de 2026. Essa recomendação foi prontamente acatada pela prefeitura local.
A iniciativa para a criação da CPI foi assinada por vereadores de diferentes partidos, entre eles, Andrea Fernandes Fim Moraes (MDB), Roberto Duarte da Silva (Podemos), Rodrigo Ortega (PL) e Rones Cézar Leal (PSDB). A definição do presidente, relator e dos demais membros da comissão ocorrerá na sessão da próxima semana.
Rones Leal, um dos vereadores envolvidos na proposta, enfatizou que o foco da CPI não será investigar a prefeitura, mas sim a utilização dos recursos que foram destinados à associação. "A CPI é um instrumento legal para fiscalizar. Houve questionamento sobre os valores repassados à associação e agora vamos levantar todos os dados sobre os pagamentos feitos pela Aeunas", afirmou o vereador.




