Atualmente, aproximadamente 30% da população brasileira, o que corresponde a cerca de 62 milhões de pessoas, vive com apenas um salário mínimo, estimado em R$ 1.621 para o ano de 2026. Esse dado foi divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos em dezembro de 2025.
Diante desse cenário, uma enquete promovida pelo Campo Grande News busca saber SE esse valor é suficiente para cobrir as despesas essenciais. A pesquisa, realizada no dia 18, incentiva os leitores a refletirem sobre os custos com aluguel, transporte, água, luz e alimentação que impactam o orçamento das famílias.
Um estudo da Serasa, publicado em janeiro de 2026, revela que o gasto médio mensal dos brasileiros chega a R$ 3,52 mil, superando dois salários mínimos. A pesquisa analisou as despesas com moradia, alimentação, saúde e educação entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026.
Além disso, 70% dos entrevistados indicaram que o custo de vida aumentou ao longo dos últimos 12 meses. Os itens que mais pesam no orçamento familiar incluem compras de supermercado, contas fixas e despesas com moradia, que juntas representam até 57% das saídas mensais.
O governo federal já trabalha com um novo valor para o salário mínimo, que foi proposto no PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2027. O projeto, enviado ao Congresso no dia 15, sugere um aumento para R$ 1.717, o que representa um incremento de R$ 96 ou 5,9% em relação ao valor atual.
Esse reajuste segue a política de valorização do salário mínimo, que considera a inflação e o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto). Entretanto, o valor final será definido após a consolidação de índices, como o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), e a proposta ainda precisa ser analisada pela CMO (Comissão Mista de Orçamento), com votação prevista até julho.




