O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, defendeu que a Polícia Federal investigue o caso da fraude financeira do Banco Master. Ele declarou que as apurações da PF indicam que a corporação não está aparelhada. O ministro foi questionado sobre possíveis repercussões negativas para siglas da esquerda e integrantes do governo.
O caso do Banco Master envolve uma fraude de aproximadamente R$ 12 bilhões e está em análise no Supremo Tribunal Federal. O ministro Dias Toffoli impôs sigilo à investigação, que mira em especial o empresário Daniel Vorcaro, dono do Master. O Fundo Garantidor de Créditos iniciou o pagamento do reembolso de clientes do Master.
O ministro Guilherme Boulos destacou que as fraudes do Master têm vínculo direto e orgânico com o bolsonarismo e governadores de direita. Ele defendeu que a investigação seja feita sem precipitações, sem antecipações de culpa, mas com transparência e lisura. O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master em novembro, após investigações da Polícia Federal.
O pagamento do reembolso de clientes do Master foi iniciado pelo Fundo Garantidor de Créditos. Ao todo, o fundo já recebeu mais de 360 mil pedidos de ressarcimento de garantias dos credores que compraram Certificados de Crédito Bancário do banco.




