O MPF aponta que a organização criminosa seria composta por agentes políticos, servidores públicos e empresários que atuariam de forma coordenada para direcionar contratos e desviar recursos que deveriam ser aplicados na saúde. Durante a pandemia, a dispensa de chamamento público facilitou acordos diretos entre os integrantes do grupo e representantes do Poder Executivo estadual, o que comprometeu a lisura dos processos.
A oitava denúncia, por sua vez, refere-se à Operação Solércia, que investiga irregularidades na dispensa de licitação promovida pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) para a compra de cestas de alimentação em 2020. O MPF indicou que empresas do mesmo grupo econômico teriam sido utilizadas para simular concorrência, comprometendo o caráter competitivo necessário nas contratações públicas.
As investigações revelaram indícios de que três empresas atuavam em conjunto, compartilhando estruturas administrativas e financeiras, apesar de estarem formalmente registradas como entidades distintas. O MPF também apontou a utilização de “laranjas” para ocultar os verdadeiros administradores das empresas, permitindo que participassem simultaneamente de processos licitatórios. Entre as provas coletadas estão análises de dispositivos eletrônicos apreendidos, documentos empresariais e relatórios de diligências realizadas durante a apuração.




