No dia 17 de outubro, Autoridades da Espanha realizaram a apreensão de aproximadamente 500 quilos de cocaína em um veleiro que navegava em águas do Atlântico Norte, a mais de 640 quilômetros ao sul das Ilhas Canárias. A operação resultou na prisão de três tripulantes, sendo dois brasileiros e um marroquino, conforme informações do Ministério da Fazenda espanhol.
A embarcação foi localizada pelo navio de Operações Especiais Petrel I, pertencente ao Serviço de Vigilância Aduaneira da Agência Tributária da Espanha. A ação foi conduzida em colaboração com a Guarda Civil e a Polícia Nacional, e foi marcada por condições climáticas desfavoráveis, incluindo ondas de quatro metros e ventos fortes, que obrigaram as equipes a manter vigilância por vários dias antes da abordagem.
A interceptação do veleiro fez parte da operação bilateral Pascal-Lino, realizada entre o Serviço de Vigilância Aduaneira espanhol e a Receita Federal francesa. Posteriormente, a operação evoluiu para a operação Azul, que é liderada pela Polícia Judiciária de Portugal, com apoio do Centro de Análise contra o Narcotráfico Marítimo no Atlântico.
A ação teve respaldo internacional, com informações de inteligência fornecidas por serviços de segurança do Reino Unido, através da Agência Nacional do Crime do Reino Unido, e dos Estados Unidos, por meio da Administração de Repressão às Drogas dos Estados Unidos. Também foram incluídos dados da Frontex, agência responsável pelo controle de fronteiras na Europa.
Após a coleta de informações sobre o veleiro, o Petrel I foi direcionado para a região onde a embarcação operava. A abordagem foi realizada somente após uma avaliação tática cuidadosa para garantir a segurança dos agentes envolvidos. A Agência Tributária espanhola informou que a instabilidade do mar, os ventos intensos e a neblina dificultaram o uso de apoio aéreo e complicaram a descida das embarcações auxiliares durante a ação.
Os três tripulantes foram detidos e levados, juntamente com a droga apreendida, para o porto de Las Palmas de Gran Canaria. Um dos brasileiros presos foi identificado como Marcelo Nabuco Zollinger, um empresário baiano de 36 anos, sócio de uma empresa de equipamentos hospitalares. Em nota divulgada por seus advogados, ele negou as acusações de forma categórica.




