A Autoridade Regulatória Nuclear da Argentina (ARN) divulgou na quarta-feira (17) o roubo de uma fonte radioativa de Césio-137, ocorrido em Rosario, na província de Santa Fé. O material em questão era empregado para a calibração de equipamentos em um laboratório de medicina nuclear.
O alerta foi emitido após a denúncia do furto, que ocorreu na terça-feira (16) por um usuário autorizado a manusear materiais radioativos. Em resposta, a ARN acionou o Sistema de Intervenção em Emergências Radiológicas (SIER) e notificou a Agência Federal de Emergências, além da divisão de Risco Radiológico e Nuclear da Polícia Federal Argentina.
A fonte de Césio-137 foi descrita como um gel armazenado em um recipiente plástico, protegido por uma blindagem de chumbo para minimizar a emissão de radiação. Apesar da ARN considerar o Risco Radiológico como “muito baixo”, a população foi orientada a não tocar ou manusear o material caso ele seja encontrado. A orientação inclui a necessidade de comunicar imediatamente qualquer informação às autoridades do SIER.
Relatos da imprensa argentina indicam que a cápsula foi retirada de um instituto médico situado no centro de Rosario. As investigações estão em andamento para esclarecer o momento exato em que o material foi subtraído e quem teve acesso mais recente ao laboratório, onde apenas quatro pessoas possuíam autorização para entrar.
O Césio-137, um isótopo radioativo, é utilizado em diversos setores, incluindo medicina nuclear e medição industrial. Quando mantido encapsulado e protegido, o risco à população permanece baixo. Entretanto, a situação se torna crítica se a fonte for aberta ou manipulada por indivíduos sem o devido treinamento.
Especialistas alertam que a exposição ao Césio-137 pode resultar em queimaduras por radiação, danos físicos e, em casos extremos, síndrome aguda por radiação. Além disso, há um aumento potencial no risco de câncer a longo prazo e contaminação de ambientes.




