Na última segunda-feira (3), a administração de Donald Trump enfrentou uma nova ação judicial, desta vez por parte de 25 estados americanos que contestam tarifas recém-impostas a importações de diversos países. A medida, que foi anunciada no mês passado, provocou reações negativas e a ação foi protocolada na Corte de Comércio Internacional, localizada em Nova York.
As tarifas contestadas variam entre 10% e 12,5%, e foram implementadas em julho, afetando 60 economias, dentre elas o Brasil. O governo justificou essa imposição alegando a necessidade de combater a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Essa medida surge após a Suprema Corte dos Estados Unidos ter derrubado, em fevereiro, um tarifaço global que havia sido determinado para 2025, o que levou Trump a adotar novas taxas antes do fim do prazo de vigência da sobretaxa anterior de 10%.
A procuradora-geral de Nova York, Letitia James, criticou a nova tarifa, afirmando que, após a derrota na Suprema Corte, a administração Trump tenta aumentar ilegalmente as taxas que impactam famílias e empresas. A ação judicial é um reflexo da oposição que os governadores e procuradores-gerais dos estados envolvidos têm em relação às políticas do presidente.
Os estados que assinam a ação judicial incluem Arizona, Califórnia, Colorado, Connecticut, Delaware, Havaí, Illinois, Kentucky, Massachusetts, Maryland, Maine, Michigan, Minnesota, Nevada, Nova Jersey, Novo México, Carolina do Norte, Oregon, Pensilvânia, Rhode Island, Virgínia, Vermont, Washington e Wisconsin. Todos esses estados têm lideranças filiadas ao Partido Democrata, que se opõe às iniciativas de Trump.
Vale ressaltar que a ação não se aplica a outra tarifa de 25% que também foi imposta em julho sobre uma ampla gama de importações do Brasil, a qual foi justificada com base em práticas comerciais consideradas injustas. O desdobramento dessa ação judicial poderá ter impactos significativos nas relações comerciais entre os Estados Unidos e os países afetados.




