A morte de Maicon Douglas de Jesus Almiron, de 35 anos, ex-paratleta sul-mato-grossense, em Recife (PE), gerou revolta na família. Ele foi enterrado como indigente, mesmo possuindo documento de identidade. Maicon faleceu no dia 13 de fevereiro após ser arremessado do 4º andar de um prédio no Bairro de Boa Viagem. O sepultamento ocorreu no dia seguinte e a família, residente em Mato Grosso do Sul, foi informada apenas no dia 26.
Marta Almorin, mãe de Maicon, expressou sua indignação ao afirmar que não aceita a forma como o caso foi conduzido. Ela ressaltou que o delegado responsável alegou não ter conseguido localizar parentes, mesmo com a identidade do filho em mãos. Marta questiona a falta de comunicação antes do sepultamento, já que o nome dela também constava no boletim de ocorrência.
A mãe destacou que Maicon não era morador de rua e que merecia um velório digno. Ela afirmou que buscará seus direitos em relação ao ocorrido. O delegado Rodrigo Belo, por sua vez, explicou que sua função é conduzir o inquérito e que não tinha como saber o contato da família, uma vez que eles são de outro estado.
Maicon teve uma trajetória significativa no esporte, representando Mato Grosso do Sul em competições nacionais e internacionais. Ele foi destaque na bocha paralímpica e conquistou diversas medalhas ao longo de sua carreira. Desde a pandemia, vivia entre diferentes cidades, mas sempre mantinha contato com sua ex-treinadora.




