O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, divulgou na terça-feira (18) um vídeo onde apresenta a obra de um local destinado à execução de palestinos condenados por crimes de terrorismo. Nas imagens, Ben Gvir aparece em frente à área em construção e afirma que Israel está cumprindo a promessa de aplicar a pena de morte em casos específicos.
De acordo com o ministro, o espaço contará com áreas de observação para familiares das vítimas de ataques terroristas, permitindo que esses acompanhem as execuções. Ele enfatizou que "os terroristas serão executados", embora não tenha especificado a data de conclusão da estrutura.
Essa construção ocorre meses após a aprovação de uma nova legislação em Israel, que, desde maio, permite a aplicação da pena de morte por tribunais militares a condenados por ataques terroristas que resultem em mortes, salvo exceções em que ainda poderá ser imposta a prisão perpétua. Essa regra se aplica apenas a processos julgados no sistema militar, que é utilizado para palestinos da Cisjordânia, enquanto cidadãos israelenses são julgados pelo sistema civil.
A nova legislação exige que a acusação prove que o ataque realizado pelo palestino teve a intenção de negar a existência do Estado de Israel ou a autoridade militar na região, um aspecto que gerou críticas sobre a disparidade no tratamento entre palestinos e israelenses.
Além disso, Israel criou um tribunal militar especial para julgar palestinos acusados de envolvimento em ataques terroristas ocorridos em 7 de outubro de 2023. Os réus poderão enfrentar acusações como terrorismo e, em casos específicos, genocídio, com possibilidade de pena de morte.
Em uma conversa com o ex-refém Rom Braslavski, Ben Gvir defendeu a execução de "30 a 40" indivíduos por noite em Gaza, afirmando que a ação não deve se restringir apenas a ameaças imediatas. Suas declarações provocaram reações negativas de governos europeus e das Nações Unidas, que criticaram suas falas.




