Atualmente, Cuevas atua como capelão em duas escolas e em dois clubes juvenis próximos a Valência. Durante sua trajetória, ele recebeu uma quantidade expressiva de pedidos de católicos solteiros, recebendo em média 60 mensagens em um dia comum no número +34 609 765 284. Apesar do grande volume de solicitações, o sacerdote mantém a serenidade e não se deixa sobrecarregar por essa demanda. "Os dois requisitos que estabeleço são que tenham mais de 25 anos e frequentem a missa aos domingos", explicou.
Após este primeiro filtro, Cuevas realiza perguntas sobre a idade, o envolvimento com a igreja e a localização dos interessados, cruzando essas informações para facilitar o processo de conexão entre os solteiros. Ele ressalta a importância de ter paciência, muitas vezes dizendo aos que estão ansiosos: "Espere — sua vez chegará". A cidade de residência dos candidatos é um fator crucial na hora de trocar contatos, pois isso pode facilitar as possibilidades de encontros.
O padre também busca garantir que os homens sejam mais altos e de dois a três anos mais velhos que as mulheres. Além disso, Cuevas observa que a espiritualidade é um aspecto relevante para que os candidatos se entendam bem. Embora não estabeleça limites de idade para os envolvidos, ele nota uma escassez de homens na faixa dos 30 anos, enquanto há muitos na faixa dos 40 e uma quantidade ainda menor a partir dos 50 anos. As mulheres, por outro lado, estão mais disponíveis.
Apesar do sucesso de seu trabalho, Cuevas demonstra humildade ao afirmar que não possui nenhum dom especial. Ele acredita que o que realmente move as pessoas é a busca pelo amor verdadeiro. "As pessoas têm uma enorme necessidade de amar e serem amadas, querem esquecer de si mesmas e trazer Cristo para suas vidas", comentou. Para ele, a maioria busca alguém que coloque a fé em primeiro lugar: "Não me importa se ele tem olhos azuis ou é bonito; se não tem Cristo no centro de sua vida, esqueça". Essa é a hierarquia de valores que ele percebe entre os solteiros que atendem seu serviço pastoral.




