Uma pesquisa realizada pela BTG/Nexus e divulgada em 10 de agosto aponta que 52% dos brasileiros consideram a economia do país em estado ruim ou péssimo. Somente 17% acreditam que a situação econômica é ótima ou boa, enquanto 31% a avaliam como regular.
Os dados revelam uma deterioração na percepção econômica, superando a margem de erro de 2 pontos percentuais. Comparando com a pesquisa anterior, publicada em 3 de agosto, houve um aumento de 5 pontos na avaliação negativa, que naquela ocasião era de 47%. O percentual que considerava a economia ótima ou boa caiu de 21% para 17% no mesmo período.
Em relação às expectativas para os próximos seis meses, 33% dos entrevistados acreditam que a economia deve melhorar, seja “um pouco” ou “muito”, uma redução em relação aos 40% que tinham essa expectativa na pesquisa anterior. O percentual de pessoas que acreditam que a economia deve piorar subiu para 31%, em comparação com 29% anteriormente. Além disso, 26% esperam que a situação econômica permaneça igual, enquanto 10% não souberam ou não responderam.
Sobre a situação financeira pessoal nos próximos meses, 45% afirmam que deve “melhorar muito ou um pouco”, enquanto 12% acreditam que a situação deve “piorar um pouco ou muito”. Um total de 35% dos entrevistados acredita que sua situação financeira permanecerá a mesma.
Quando questionados sobre a comparação da situação econômica atual com o governo anterior, 39% dos entrevistados afirmam que a economia está melhor sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em comparação ao governo de Jair Bolsonaro (PL), enquanto 46% consideram que a situação econômica é pior agora.
A pesquisa também revelou que a segurança pública é vista como o principal problema enfrentado pelo país, com a preocupação com o tema subindo de 30% para 35% desde a pesquisa anterior. Outras questões que preocupam os eleitores incluem saúde pública (29%), corrupção (19%), educação (19%) e a classe política (13%).




