O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou que a administração do presidente Donald Trump está determinada a intensificar a pressão econômica sobre Cuba, com a implementação de novas sanções direcionadas ao regime comunista. O objetivo é eliminar as alternativas que Havana utiliza para contornar as restrições impostas por Washington.
Em entrevista ao portal Axios, Rubio destacou que a estratégia dos EUA é mostrar ao governo cubano que "não há válvulas de escape". Ele afirmou que sempre que Cuba encontra um novo método para escapar das sanções, os Estados Unidos se mobilizam para bloquear essa alternativa. "Cada vez que eles criam um novo mecanismo para tentar sair do cerco, nós simplesmente o fechamos", disse Rubio.
O secretário de Estado confirmou que novas sanções estão a caminho e que a pressão sobre Havana será ampliada, embora tenha enfatizado a importância da paciência e da persistência na política externa americana, visando resultados a longo prazo. Rubio expressou a expectativa de que, ao final do mandato de Trump, Cuba esteja em uma trajetória "irreversível" rumo a um futuro diferente.
Desde o ano passado, a administração Trump já adotou diversas medidas contra Cuba. Até o momento, 38 pessoas foram alvos de sanções econômicas, restrições de vistos e revogações de residência nos Estados Unidos. Além disso, 40 entidades, incluindo empresas estrangeiras que operam na ilha e conglomerados estatais cubanos dos setores de combustíveis, bancos e mineração, também foram sancionadas.
A pressão dos EUA se estendeu a outros países, incentivando-os a se afastar do programa cubano de envio de médicos ao exterior, que é classificado pelo Departamento de Estado como uma forma de tráfico de pessoas. O governo Trump também tem intensificado a pressão sobre o setor energético cubano, especialmente após a perda do apoio da Venezuela, que fornecia até 100 mil barris de petróleo por dia a Cuba.
Rubio observou que, pela primeira vez, Cuba enfrenta a falta de um grande patrocinador externo e uma atenção prioritária dos Estados Unidos, o que coloca o regime em uma situação particularmente desafiadora. O secretário de Estado também refutou a ideia de que as recentes mudanças econômicas anunciadas por Havana indiquem uma transformação significativa do sistema. Embora o regime cubano tenha ampliado a participação do setor privado, Rubio acredita que essa ação é uma tentativa de ganhar tempo e buscar novas formas de contornar as sanções.




