O dia 7 de agosto é marcado pelo 90º aniversário do ataque ao monumento do Sagrado Coração de Jesus, realizado por milicianos da Frente Popular, uma das facções envolvidas na Guerra Civil Espanhola. Este incidente ocorreu apenas dias após o início do conflito, que se iniciou em 18 de julho de 1936. O monumento, localizado no Cerro de los Ángeles, foi inaugurado em 30 de maio de 1919, com a presença do rei Alfonso XIII, que consagrou a Espanha ao Sagrado Coração.
A estrutura original, projetada pelo arquiteto Carlos Maura e esculpida por Aniceto Marinas, possuía 28 metros de altura e não apenas apresentava a figura de Jesus Cristo, mas também incluía dois grupos escultóricos representando a humanidade santificada e a humanidade em busca da santidade. Entre as figuras do primeiro grupo estavam Santa Margarida Maria Alacoque, Santo Agostinho, São Francisco de Assis e Santa Teresa de Jesus, entre outros.
A consagração da Espanha ao Sagrado Coração foi um momento significativo na história do país, onde Alfonso XIII, junto a bispos e cardeais, proclamou que a Espanha deveria reverenciar o trono de bondade representado pela estátua. O monumento foi concebido como um símbolo de fé e unidade para o povo espanhol, sendo financiado por subscrição pública, com a doação da estátua pelo conde de Guaqui, Juan Marino de Goyeneche.
Durante a Guerra Civil, em 7 de agosto de 1936, milicianos realizaram um ataque ao monumento, que já havia sido alvo de violência. Apenas cinco dias antes do ataque, cinco jovens que tentavam proteger a estátua foram mortos. A ação dos milicianos foi um episódio emblemático da hostilidade religiosa que caracterizou o período.
O novo monumento foi inaugurado em 1965 no mesmo local que abrigava o original, cujas ruínas são preservadas em uma grande esplanada. Uma década depois, um santuário foi construído, esculpido na rocha, em homenagem à memória do monumento original. O complexo atual continua a ser um local de devoção e recordação da história da Espanha, mantendo viva a memória do Sagrado Coração.
A história do monumento ao Sagrado Coração de Jesus reflete as tensões religiosas e políticas que marcaram a Espanha ao longo do século XX, simbolizando não apenas a fé católica, mas também o impacto da Guerra Civil na sociedade espanhola.




