O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) comentou, nesta quinta-feira (6), sobre a sua escolha por Alfredo Gaspar como vice na chapa, afirmando que a inclusão de uma mulher se tornou inviável. Segundo ele, a neutralidade de partidos do centro no cenário político atual e as campanhas já estabelecidas dentro do PL dificultaram a busca por uma vice de outro partido.
Bolsonaro ressaltou que, inicialmente, tinha a intenção de ampliar a participação feminina em sua chapa e buscava uma vice mulher, mas a falta de apoio dos líderes partidários impediu essa possibilidade. "Eu sempre falei da minha preferência sobre ter uma vice mulher… e em função dessa busca que eu tava de uma vice preparada, uma mulher de outros partidos, isso não foi possível", afirmou durante entrevista ao podcast Market Makers.
Com a decisão de partidos como MDB, PSDB/Cidadania, PP, União Brasil, Republicanos e Podemos de não se alinhar a nenhuma sigla, Flávio Bolsonaro concentrou suas negociações dentro do PL. Ele mencionou nomes como Michelle Bolsonaro e as parlamentares Júlia Zanatta, Priscila Costa, Bia Kicis e Clarissa Tércio, mas destacou que todas já tinham suas candidaturas definidas. "Tinham grandes nomes aqui, mas todo mundo já meio que decididas a concorrer a alguma coisa, a Senado, a deputada, com as campanhas estruturadas", explicou o candidato.
Bolsonaro ainda revelou que a indicação de Alfredo Gaspar como vice foi proposta por Rogério Marinho, seu coordenador de campanha. O senador elogiou as qualificações de Gaspar, afirmando que ele possui "requisitos excepcionais" para compor a chapa.
Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, também manifestou apoio à escolha de Alfredo Gaspar, destacando sua atuação como relator na CPMI do INSS. Costa Neto enfatizou a importância do trabalho de Gaspar, afirmando que ele é a pessoa ideal para abordar questões relacionadas ao governo petista, especialmente em relação ao desconto de aposentados.
Essa decisão de Flávio Bolsonaro reflete as dificuldades enfrentadas na construção de uma chapa que pudesse atender tanto às demandas políticas internas quanto ao apelo por maior presença feminina na política brasileira. A eleição presidencial de 2026 se aproxima e as articulações continuam a ser um desafio para os candidatos em busca de apoio e alianças.




