A Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso do Sul (DPE/MS) tomou a decisão de exonerar uma mulher do cargo de assessora de defensor público de primeira instância. A exoneração foi motivada por uma condenação da Justiça Federal referente a lavagem de dinheiro ligada ao tráfico internacional de drogas. O ato foi assinado pelo defensor público-geral do Estado, Pedro Paulo Gasparini, em 31 de julho de 2026.
De acordo com a sentença judicial transitada em julgado, a servidora não poderá recorrer da decisão. Ela foi condenada em 2021 a cumprir uma pena de cinco anos e dois meses de prisão, além da perda do cargo público e da proibição de assumir qualquer função pública nos próximos dez anos. Na ocasião, a funcionária estava lotada em Mundo Novo.
A denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) indicou que a conta bancária da assessora foi emprestada ao cunhado, que era considerado um dos articuladores de um grupo envolvido no tráfico internacional de drogas na região de fronteira com o Paraguai. A acusação alegou que a conta servia para disfarçar a movimentação e a propriedade de recursos provenientes de atividades criminosas.
O caso foi investigado no âmbito da Operação Laços de Família. O cunhado da assessora, apontado como um elo entre compradores e fornecedores de drogas, foi assassinado em 2017, o que levantou ainda mais indícios sobre as práticas ilegais nas quais ele estava envolvido.




