O goleiro Vozinha, que ganhou notoriedade durante a Copa do Mundo 2026, não poderá utilizar seu apelido nas camisas do Colo-Colo, seu novo clube no Chile. Essa proibição é imposta pelas regras do Campeonato Chileno, que determina que os jogadores devem exibir um de seus sobrenomes em seus uniformes.
O atleta, que defendeu a seleção de Cabo Verde, chamou a atenção ao brilhar no confronto contra a Espanha, onde não sofreu nenhum gol. Sua popularidade cresceu significativamente após essa partida, e ele conquistou milhões de seguidores, aumentando sua visibilidade além do futebol. Durante a Copa, Vozinha também teve boas atuações contra a Arábia Saudita, resultando em um empate sem gols, e fez defesas impressionantes contra a Argentina, incluindo defesas de chutes de Messi. Apesar de seu desempenho notável, a seleção de Cabo Verde foi derrotada pela Argentina por 3 a 2.
Antes do Mundial, o goleiro de 40 anos estava sem clube após deixar o GD Chaves, de Portugal. Com o término da competição, ele se destacou e despertou o interesse de várias equipes ao redor do mundo. O Colo-Colo foi a escolha final de Vozinha, e ele assinou um contrato que se estenderá até o final de 2026, com a possibilidade de prorrogação.
A questão do nome no uniforme é um dos principais desafios enfrentados por Vozinha ao se integrar ao Colo-Colo. De acordo com o regulamento da ANFP (Associação Nacional de Futebol Profissional do Chile), os jogadores são obrigados a usar apenas seus sobrenomes nas camisas. Com isso, o goleiro, cujo nome completo é Josimar, terá de decidir entre os sobrenomes Évora ou Dias para estampar em seu uniforme.
O apelido Vozinha tem uma origem curiosa. Desde pequeno, quando jogava futebol e se machucava, seus amigos brincavam que ele voltava bravo para casa, como se fosse pedir ajuda à avó, o que resultou na criação do apelido. Seu nome verdadeiro, Josimar, foi escolhido por seu pai em homenagem ao ex-lateral da seleção brasileira que leva o mesmo nome.




