A Guarda Revolucionária do Irã divulgou nesta quinta-feira (30) que realizou um ataque à Base Aérea de Al-Azraq, localizada na Jordânia, utilizando mísseis balísticos. A força militar iraniana afirma ter destruído três caças F-35 pertencentes aos Estados Unidos e causado danos significativos a mais três aeronaves. Além disso, a Guarda Revolucionária alega que houve mortes entre os soldados americanos durante a ofensiva. Entretanto, As Forças Armadas dos EUA contestaram essa informação.
Em um comunicado, a Guarda Revolucionária informou que os caças da Força Aeroespacial atacaram tanto a rampa de implantação quanto o hangar de manutenção dos caças F-35. A força militar iraniana afirmou que a operação resultou na destruição completa de três aeronaves e danos severos a outras. No entanto, Os Estados Unidos negaram que qualquer aeronave tenha sido destruída ou danificada, alegando que todos os mísseis e drones foram interceptados ou não conseguiram atingir seus alvos.
Além de negar os danos às aeronaves, os EUA também refutaram a afirmação de que embarcações comerciais haviam rompido o bloqueio naval no Estreito de Ormuz, reiterando que a navegação na região continua sob ameaça devido às ações da Guarda Revolucionária.
No dia 28, a Guarda Revolucionária já havia noticiado o lançamento de mísseis contra a Base Aérea de Muwaffaq Salti. As autoridades jordanianas reportaram que conseguiram interceptar e destruir cinco mísseis iranianos. Após essa informação, o presidente Donald Trump declarou que Os Estados Unidos reagiriam ao ataque com “muita força”.
A situação se intensificou na sequência, quando na quarta-feira (29), Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram ataques de retaliação contra o Irã, marcando a primeira ofensiva em solo iraniano em quase uma semana. O Comando Central dos EUA (Centcom) afirmou que os ataques foram uma resposta contundente às tentativas de ataque iraniano contra as forças americanas localizadas no Oriente Médio.
Em um contexto mais amplo, a Arábia Saudita e os EUA anunciaram bombardeios contra grupos armados no Iraque no dia seguinte ao ataque a Muwaffaq Salti. Esse bombardeio foi motivado por relatos de ataques de drones contra instalações petrolíferas sauditas. A aliança de milícias iraquianas Hashed al Shaabi informou que 20 de seus membros morreram em decorrência desses bombardeios, denunciando uma “escalada perigosa” contra uma “instituição oficial de segurança”. Entre os mortos, estariam cinco conselheiros iranianos, conforme afirmaram altos comandantes do grupo.




