O deputado federal Geraldo Resende, membro da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados, tomou a iniciativa de contatar autoridades paraguaias para exigir medidas imediatas em favor de uma menina brasileira de seis anos, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A criança, que reside em Pedro Juan Caballero, foi alvo de agressões severas, o que gerou grande indignação no parlamentar, que descreveu a situação como "horrorosa".
Geraldo Resende questionou a decisão da Justiça paraguaia que concedeu a guarda provisória da menina a um casal de pastores, ignorando a solicitação da avó paterna e de familiares brasileiros. O deputado argumenta que a guarda deve ser reavaliada, com a transferência para a avó, permitindo que a menina retorne ao Brasil e continue seus tratamentos relacionados ao TEA. "É um caso horroroso, que causa indignação e revolta em qualquer pessoa. Estamos falando de uma criança de apenas seis anos, brasileira, com autismo e que deveria receber cuidado, proteção e atenção especial. Em vez disso, foi submetida a uma violência brutal", destacou o deputado.
O principal suspeito das agressões é o padrasto da menina, um homem de 23 anos, que foi preso pela polícia paraguaia e teve sua prisão preventiva decretada pelo juiz de Garantias, Álvaro Rojas. A promotora Mirtha Martínez formalizou a acusação por maus-tratos e violência familiar, conforme reportagens da imprensa paraguaia. A menina foi levada ao Hospital Regional de Pedro Juan Caballero, onde recebeu atendimento médico e ficou sob observação, tendo sido constatadas lesões recentes em várias partes do corpo.
O deputado Geraldo Resende enfatizou a importância de que as instituições paraguaias considerem a nacionalidade da criança, seus laços familiares no Brasil e suas necessidades específicas decorrentes do TEA. Ele ressaltou que o objetivo não é interferir no trabalho da Justiça paraguaia, mas sim solicitar uma avaliação transparente e humanizada da situação. "Essa menina precisa estar protegida, perto das pessoas que efetivamente cuidavam dela e com acesso imediato às terapias e ao acompanhamento especializado", afirmou.
O deputado se comprometeu a acompanhar de perto o andamento das investigações e as decisões sobre a guarda da menina. Ele manterá comunicação com a Associação de Pais de Pessoas com Autismo (AAPP), com os familiares, representantes de Ponta Porã e autoridades paraguaias até que uma solução segura para a criança seja alcançada. "Não descansaremos enquanto não tivermos a certeza de que essa criança está protegida e recebendo todo o cuidado de que necessita. Violência contra crianças é inaceitável. Contra uma criança com deficiência, em condição ainda maior de vulnerabilidade, nossa responsabilidade de agir precisa ser redobrada", concluiu Geraldo Resende.




