No dia 21 de julho de 2026, o bispo John Barres, da Diocese de Rockville Centre, e quatro comunidades religiosas de Nova York ingressaram com um processo contra o estado para contestar a obrigatoriedade de participação em processos relacionados ao suicídio assistido. As partes envolvidas alegam que as novas regras ferem a liberdade religiosa e forçam instituições a atuarem contra suas crenças fundamentais.
A ação judicial é liderada por John O. Barres, bispo da Diocese de Rockville Centre, acompanhado pelas Carmelitas para Idosos e Enfermos, Dominicanas de Hawthorne, Missionárias de São Bento e Irmãzinhas dos Pobres. Estas organizações têm uma longa história de cuidado com idosos e pacientes em fase terminal, fundamentando seu trabalho em princípios cristãos.
A nova legislação visa legalizar o suicídio assistido, que permite que médicos prescrevam substâncias para que pacientes ponham fim à própria vida. No entanto, a lei também impõe obrigações a instituições religiosas que não desejam participar desse processo. Mesmo aquelas que solicitam exclusão por motivos de consciência são obrigadas a aconselhar pacientes sobre a opção do suicídio assistido, indicar outros profissionais ou transferir enfermos para locais que realizem o procedimento, o que é considerado uma forma de cumplicidade moral pelos líderes católicos.
Os representantes católicos fundamentam sua defesa na Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que assegura a liberdade de religião e expressão. Segundo eles, a fé católica proíbe qualquer ação que antecipe a morte natural, e a missão das irmãs é proporcionar cuidados paliativos, evitando facilitar o término da vida, o que elas chamam de 'cultura da morte'.
A política de Nova York em relação ao suicídio assistido é considerada uma das mais rigorosas do país. Dentre as disposições controversas da lei está a exigência de que médicos assinem atestados de óbito indicando a doença subjacente como causa da morte, ao invés de mencionar as substâncias utilizadas para o suicídio. Além disso, a legislação proíbe que instituições punam funcionários que colaborarem com o suicídio assistido, o que, segundo os críticos, retira o controle ético e administrativo das entidades religiosas sobre suas próprias operações.
A lei, que foi sancionada pela governadora Kathy Hochul, está prevista para entrar em vigor em agosto de 2026. Com o processo judicial em andamento, as comunidades religiosas esperam garantir uma liminar ou uma decisão que as proteja de seguir as diretrizes impostas. Elas reafirmam seu compromisso de proteger a vida desde a concepção até a morte natural, independentemente das pressões ou penalidades que possam enfrentar por parte do estado.




