O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) anunciou, nesta segunda-feira (20), os resultados de uma investigação que durou quatro meses e acusou a Universidade da Califórnia em San Diego de discriminação no processo de admissão de estudantes para sua Faculdade de Medicina.
De acordo com a procuradora-geral adjunta Harmeet K. Dhillon, da Divisão de Direitos Civis do DOJ, a universidade teria avaliado os candidatos com base em critérios que não consideravam as pontuações do Exame de Admissão à Faculdade de Medicina (MCAT) ou o desempenho acadêmico. A denúncia aponta que a seleção teria favorecido candidatos negros e latinos em detrimento de postulantes brancos e asiáticos.
O comunicado do DOJ alega que a universidade manipulou dados dos candidatos com o objetivo de aumentar a diversidade racial entre os alunos admitidos, o que configura uma violação do Título VI da Lei de Direitos Civis de 1964. Essa legislação proíbe instituições de ensino que recebem fundos federais de discriminação racial.
Dhillon enfatizou que as práticas da San Diego Med são ilegais e que o DOJ se compromete a encerrar essas ações. "Os esforços flagrantes da San Diego Med para priorizar a raça são ilegais, e poremos fim a estas práticas", declarou.
Um porta-voz da Universidade da Califórnia em San Diego comentou ao jornal Los Angeles Times que a instituição está avaliando as conclusões do DOJ. Ele destacou que a Faculdade de Medicina se orgulha de formar médicos e pesquisadores de destaque e que todos os candidatos devem cumprir critérios acadêmicos rigorosos, aplicados de forma uniforme.
O porta-voz também afirmou que a universidade reafirma seu compromisso com a conformidade à legislação federal e está aberta a colaborar com o governo federal para validar esse compromisso. Recentemente, o Governo Trump havia tomado medidas semelhantes contra outras instituições, como Stanford e as universidades da Califórnia em Los Angeles e Davis, alegando que suas políticas de diversidade seriam discriminatórias.




