Neste domingo (19), a Final da Copa do Mundo reunirá as seleções de Espanha e Argentina, em uma disputa que transcende a busca pelo título. O confronto é emblemático, pois coloca em evidência a hegemonia do futebol europeu, sob a batuta da Uefa, contra a potência sul-americana, representada pela Conmebol. Enquanto a Espanha é a atual campeã da Eurocopa, a Argentina detém o título da Copa América.
Essa será a primeira vez na história do torneio que as seleções campeãs da Eurocopa e da Copa América se encontrarão em uma Final da Copa do Mundo. Em quase um século de competições, esse cenário nunca havia sido alcançado.
Tradicionalmente, as seleções campeãs de ambos os continentes deveriam se enfrentar na chamada Finalíssima, que visaria determinar qual é a melhor equipe. No entanto, essa partida, agendada para março, foi cancelada devido a conflitos de datas e local, complicados ainda mais pela instabilidade no Oriente Médio. Assim, o destino fez com que as duas seleções se enfrentassem no evento de maior prestígio do futebol mundial.
Historicamente, as seleções sul-americanas têm se destacado em confrontos decisivos contra europeus, com um aproveitamento de 72%. Esse índice foi obtido em 11 confrontos diretos, nos quais as seleções da Conmebol conquistaram oito vitórias. A Argentina, por sua vez, soma três triunfos em finais: contra a Holanda (1978), a Alemanha (1986) e a França (2022). O Brasil também contribui para essa vantagem, tendo vencido cinco de suas seis decisões contra europeus, sendo a última contra a Tchecoslováquia em 1970.
As seleções europeias, por sua vez, triunfaram em apenas três finais: com a Alemanha em 1990 e 2014, e a França em 1998, quando derrotaram o Brasil. O duelo deste domingo também coloca frente a frente o ataque mais eficiente e a defesa mais sólida do torneio. A seleção espanhola sofreu apenas um gol nos sete jogos disputados nesta edição, enquanto a Argentina, conhecida por sua garra, já protagonizou duas viradas emocionantes.
No total, Espanha e Argentina se enfrentaram 14 vezes, com um equilíbrio de seis vitórias para cada lado e dois empates. No contexto das Copas do Mundo, as seleções se encontraram apenas uma vez, em 1966, com vitória argentina por 2 a 1. No último embate, a Espanha venceu de forma contundente por 6 a 1.




