A Agetran promoveu uma ação educativa no último sábado (18) no Parque das Nações Indígenas, com o objetivo de conscientizar a população sobre a utilização segura dos patinetes elétricos. A gerente de educação de trânsito da Agetran, Andressa Oliveira, destacou que o alerta "Não é brinquedo" reflete a necessidade de encarar esses veículos como meios de transporte e não apenas como uma forma de diversão. A campanha, que ocorreu em parceria com a empresa JET, já contabiliza cerca de 7 mil usuários cadastrados e 20 mil viagens realizadas desde o início da operação em Campo Grande.
Durante a atividade, que foi gratuita e aberta ao público, moradores puderam aprender sobre o funcionamento dos patinetes, que se tornaram uma alternativa popular de deslocamento na cidade. Andressa enfatizou a importância de utilizar o equipamento de forma responsável e individual, sempre com atenção à segurança. "Capacete sempre salva vidas, então, mesmo em trajetos curtos, a gente pede que utilize", recomendou a gerente.
As regras básicas de circulação foram um dos pontos abordados na ação. Nas ciclovias, a velocidade máxima permitida é de 20 km/h, enquanto nas calçadas o limite é de 6 km/h, especialmente em áreas com maior movimento de pessoas, como parques e locais próximos a escolas. Max Stepanov, diretor do departamento de promoção da JET, explicou que o uso do patinete é intuitivo, especialmente para aqueles que já andam de bicicleta. "Se você sabe como andar de bicicleta, pronto, você já sabe como andar de patinete", comentou.
Max também ressaltou a prioridade dos pedestres e a necessidade de respeitar as normas de convivência no trânsito, afirmando que quem utiliza o patinete deve sempre cuidar do entorno e usar a ciclofaixa sempre que possível. Além disso, ele chamou a atenção para as restrições do sistema, que incluem áreas com velocidade reduzida e locais onde o encerramento da viagem é bloqueado automaticamente.
Atualmente, os usuários têm permissão para circular em diversas áreas, como a região central, Parque dos Poderes e Parque Sóter. Os participantes da ação aprovaram a iniciativa. O administrador Johny Areco Balbuena, de 54 anos, experimentou o patinete pela primeira vez e viu um potencial no uso diário, especialmente para resolver questões rápidas no centro da cidade. Ele também destacou a relevância das orientações recebidas durante a ação, afirmando que buscava segurança, pois não andava de bicicleta há muito tempo, mas se surpreendeu com a facilidade de manuseio do patinete.




