O Hamas, grupo que controla a Faixa de Gaza, anunciou a dissolução de seu governo nesta segunda-feira (6), em uma mudança significativa na administração do território. A partir de agora, a gestão do enclave ficará a cargo de um comitê formado por tecnocratas palestinos, conforme determinado pelo pacto de cessar-fogo firmado em outubro de 2025.
Em um comunicado, o governo de Gaza expressou sua intenção de transferir o poder ao Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG, na sigla em inglês), que é vinculado ao Conselho da Paz. Contudo, a entrada desse comitê em Gaza ainda depende da autorização de Israel, o que pode complicar a implementação dessa nova estrutura administrativa.
O Conselho da Paz, criado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, publicou uma mensagem no X, enfatizando que sua análise da situação em Gaza será guiada por ações concretas, não por promessas. O conselho destacou a importância de decisões abrangentes para atender às necessidades da população local e para avançar na governança e segurança do enclave.
Além disso, o órgão reiterou a necessidade de um desarmamento do Hamas, estipulando que todas as armas devem ser controladas pelo NCAG, em conformidade com o Plano Abrangente de Paz para Gaza e com a Resolução 2.803 do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Essa transferência de autoridade deve permitir que o NCAG atue de forma independente nas questões administrativas e de governança que lhe foram atribuídas.
Os Estados Unidos anunciaram, em janeiro, a ativação da segunda fase do acordo de cessar-fogo da guerra entre Israel e Hamas, que inclui a desmilitarização do grupo terrorista, a formação de uma força internacional de estabilização e a entrada do comitê tecnocrático palestino para governar a região. Desde 2007, o Hamas exercia controle sobre Gaza, após expulsar o Fatah, que lidera a Autoridade Palestina, no ano seguinte à sua vitória nas eleições locais.




