O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou sua troca de farpas com a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, ao publicar uma ironia no último domingo (5) em sua conta na rede Truth Social. Na postagem, Trump compartilhou uma foto de Meloni sorrindo enquanto a observa, acompanhada pela frase: "É necessária uma medida protetiva", insinuando que a premiê estaria assediando-o.
Fontes do jornal Corriere della Sera informaram que o governo italiano decidiu não reagir à provocação feita por Trump. Essa decisão ocorre após um histórico recente de desavenças entre os dois líderes. Em junho, durante uma entrevista a uma emissora italiana, Trump afirmou que Meloni teria "implorado" por uma foto com ele durante a cúpula do G7, na França. Meloni contestou essa afirmação, descrevendo-a como "totalmente inventada".
A primeira-ministra italiana expressou sua perplexidade quanto ao comportamento de Trump em relação a aliados, afirmando que é lamentável que ele não demonstre a mesma firmeza com os inimigos do Ocidente. Meloni destacou que, tanto a Itália quanto ela mesma, nunca imploraram por qualquer favor.
Trump, por sua vez, reafirmou suas alegações sobre a relação com Meloni, afirmando que a baixa popularidade da premiê na Itália pode ser atribuída à sua postura em relação aos Estados Unidos, um país que, segundo ele, verdadeiramente ama e protege a Itália. Meloni rebatendo, afirmou que sua amizade com Trump não impactou sua popularidade e que sua imagem não depende da relação com o presidente americano.
A relação entre Trump e Meloni, que já foi de proximidade, começou a se deteriorar em abril deste ano, quando Trump criticou a premiê por contestar suas declarações sobre o papa Leão XIV e por sua falta de apoio em relação à guerra contra o Irã. Na ocasião, Trump expressou sua decepção, afirmando que acreditava que Meloni possuía coragem, mas se enganou.
Além disso, em março, o governo italiano havia negado permissão para que aeronaves militares dos EUA pousassem na base aérea de Sigonella, na Sicília, antes de seguir para o Oriente Médio, onde participariam da guerra contra o Irã.




