No último sábado, o Papa Leão XIV celebrou uma missa na ilha De Lampedusa, onde abordou a tragédia dos migrantes que faleceram ao tentar atravessar o Mediterrâneo. Durante sua homilia, o pontífice enfatizou que essas pessoas são "vítimas tanto de decisões que foram tomadas quanto de decisões que não foram tomadas". Ele fez referência à parábola do Bom Samaritano, destacando que os moradores De Lampedusa testemunharam a dor de milhares de seres humanos que enfrentaram situações extremas, sendo deixados à mercê de ladrões e, em muitos casos, à morte no mar.
O Papa Leão XIV fez sua entrada no campo esportivo Arena em um Fiat Nuova Campagnola, o mesmo modelo utilizado pelo Papa Francisco durante sua visita à ilha em julho de 2013. A recepção contou com uma multidão que cantava e acenava, criando um ambiente caloroso sob o céu azul da ilha. Entre os momentos da cerimônia, o prefeito De Lampedusa presenteou o papa com uma miniatura do farol local, simbolizando a conexão entre o pontífice e a comunidade.
O foco da homilia do papa girou em torno do amor, sendo este manifestado através da compaixão e da hospitalidade. "O Evangelho ressoa onde os povos se encontram, as pessoas acolhem umas às outras", afirmou, ressaltando que a mensagem de Cristo deve se traduzir em ações concretas em favor dos necessitados. Ele destacou que o verdadeiro cristão deve se aproximar daqueles que sofreram perdas, reforçando a importância de agir com empatia e solidariedade.
O Papa Leão XIV também recordou o legado do Papa Francisco e sua aproximação com o povo De Lampedusa, reforçando que sua visita não tinha como objetivo fazer discursos, mas sim celebrar a Eucaristia, que simboliza a presença de Cristo. Durante a cerimônia, o papa expressou gratidão ao povo local e enfatizou a necessidade de acolher os migrantes, que são frequentemente deixados em situações vulneráveis.
Após a missa, o papa visitou o Molo Favaloro, onde abençoou uma placa em homenagem ao Papa Francisco. Nesse local, ele teve a oportunidade de cumprimentar migrantes apoiados pela Cruz Vermelha e religiosas que atuam na acolhida dos que chegam à ilha. Essa visita ocorreu um dia após comentários do papa sobre a Medalha da Liberdade, onde ele lembrou que os Estados Unidos abriram suas portas para imigrantes que contribuíram para a construção da nação, enfatizando a importância da inclusão e do respeito às diferenças.




