A Corte Suprema de Cassação da Itália anulou, nesta quarta-feira (1º), uma decisão anterior do Tribunal de Apelações de Roma que havia autorizado a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A condenação de Zambelli se refere a um incidente ocorrido na véspera do segundo turno das eleições de 2022, quando ela perseguiu armada um homem pelas ruas de São Paulo.
Em agosto do ano passado, Zambelli foi condenada a cinco anos e três meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O advogado da ex-parlamentar, Fabio Pagnozzi, destacou que durante a audiência desta quarta-feira, a Procuradoria Geral italiana emitiu um parecer favorável à defesa, considerado raro em casos anteriores envolvendo Zambelli.
Com a decisão da Corte Suprema de Cassação, o processo de análise para a extradição da ex-deputada será reiniciado. O pedido de extradição foi feito pelo governo brasileiro e já havia sido aprovado pela Corte de Apelação de Roma, que é a segunda instância do Judiciário italiano.
Após o recurso da defesa de Zambelli, a anulação foi resultado de irregularidades identificadas na condução do processo de extradição. A solicitação de extradição será redistribuída a outra turma do Tribunal de Apelações, que terá a responsabilidade de reavaliar o pedido.
Essa decisão marca um novo capítulo na saga jurídica de Carla Zambelli, que se tornou um caso emblemático nas relações entre os sistemas judiciários brasileiro e italiano, especialmente em função da natureza da condenação e das circunstâncias que envolveram o crime.




