A procuradora de Roraima, Rebeca Teixeira Ramagem Rodrigues, encontra-se afastada de suas funções há 218 dias, o que equivale a sete meses. O período de licença-prêmio foi estendido pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE/RR) até o dia 7 de julho de 2026. O novo benefício teve início em 9 de maio e se seguiu a um período de 78 dias de férias da servidora.
Se somados os períodos de licença, férias, recesso forense e outros afastamentos não reconhecidos, Rebeca poderá atingir um total de 233 dias sem trabalhar. Além disso, ela precisa justificar uma ausência de 45 dias após ter um atestado médico que foi rejeitado. A PGE-RR informou que os procedimentos para apurar a situação são de responsabilidade da Corregedoria do órgão e destacou que as informações são sigilosas.
Rebeca é casada com Alexandre Ramagem, ex-deputado federal que teve sua prisão registrada em abril pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE). Ele foi libertado dois dias após a detenção. O delegado brasileiro que participou da prisão foi instruído a deixar o território americano.
A licença-prêmio concedida à procuradora refere-se ao período de cinco anos de trabalho entre março de 2020 e março de 2025. O benefício foi oficializado em uma portaria interna datada de 6 de março, permitindo o afastamento até 2026. Rebeca Ramagem também se envolveu em polêmicas relacionadas à fuga da família para os Estados Unidos, mencionando a necessidade de proteger a família em postagens nas redes sociais.
A Polícia Federal (PF) confirmou a prisão de Alexandre na Flórida. Contudo, não há informações disponíveis sobre a localização atual de Rebeca ou se ela permanece nos Estados Unidos. A Procuradoria-Geral do Estado já declarou anteriormente que não possui informações sobre uma possível detenção da servidora no exterior.
A PGE-RR também ressaltou que Rebeca não atua em regime remoto há mais de cinco anos, uma vez que o teletrabalho foi cancelado em agosto de 2020 a pedido da própria procuradora. Na mesma oportunidade, ela solicitou transferência para a unidade da PGE em Brasília (DF), a qual foi aceita, e desde então sua lotação exige atuação presencial na capital federal.




