Alan Greenspan, ex-presidente do Federal Reserve dos Estados Unidos, faleceu na última segunda-feira, dia 22, aos 100 anos. A informação foi divulgada pela família, que comunicou que a morte ocorreu em decorrência de complicações da doença de Parkinson, conforme relatado por sua esposa, Andrea Mitchell, correspondente-chefe em Washington da NBC News.
Andrea destacou em um comunicado que seu marido foi uma figura importante na economia americana, afirmando que ele ajudou a moldar o setor sob a liderança de presidentes de diferentes partidos. “Ele foi um gigante que ajudou a moldar a economia dos EUA por décadas, mas sempre foi honesto ao reconhecer seus erros”, relatou. Ela também expressou seu carinho pessoal, mencionando que sua vida foi profundamente influenciada por Greenspan desde seu primeiro encontro em 1984.
Nascido em março de 1926 em Nova York, Greenspan teve uma longa carreira no Federal Reserve, onde ocupou a presidência de 1987 a 2006. Durante seu mandato, ele foi uma figura central nas administrações de Ronald Reagan, George H.W. Bush, Bill Clinton e George W. Bush. Greenspan se destacou como o segundo presidente mais longevo da história do Fed, ficando apenas 131 dias atrás do recordista William McChesney Martin, que ocupou o cargo de 1951 a 1970.
Filho de um corretor da bolsa, ele iniciou sua trajetória musical estudando clarinete na renomada Juilliard School, além de ter realizado turnês pelo país tocando saxofone e clarinete na banda de Henry Jerome. Em 1948, concluiu sua graduação em ciências econômicas, o que o preparou para sua futura carreira na política econômica.
Greenspan começou sua trajetória política em 1968, atuando como assessor na campanha presidencial de Richard Nixon. Após ocupar diversos cargos nas administrações de Nixon, Gerald Ford e Ronald Reagan, foi indicado por Reagan para suceder Paul Volcker à frente do Federal Reserve, cargo que manteve até o início do segundo mandato de George W. Bush. Sua passagem pelo Fed foi marcada por períodos de crescimento e desafios econômicos significativos, refletindo sua influência nas políticas monetárias dos EUA ao longo de várias décadas.




