Às vésperas do duelo contra a Bélgica, agendado para este domingo (21), às 16h (horário de Brasília), em Los Angeles, o técnico da seleção iraniana, Amir Ghalenoei, fez críticas contundentes sobre as dificuldades que sua equipe enfrentou durante a Copa do Mundo. Em suas declarações, Ghalenoei enfatizou problemas logísticos, a escassez de tempo para treinamentos e as limitações impostas à delegação, que, segundo ele, impactaram negativamente a preparação do time.
O treinador observou que, embora o Irã não tenha protocolado uma reclamação formal à FIFA, as preocupações foram levadas à atenção da organização. O principal ponto de descontentamento foi o tempo reduzido para recuperação e adaptação entre os jogos. Ghalenoei mencionou que a equipe esperava ter um intervalo de 24 horas para se preparar, mas recebeu apenas 16, o que forçou a interrupção de uma sessão de treinamento.
"Não apresentamos uma reclamação formal, apenas expusemos nossas queixas. Precisávamos de um intervalo de 24 horas, mas nos deram 16. Foi por isso que tivemos de interromper nosso treinamento pela metade. Essas restrições dificultaram muito a nossa situação", declarou o técnico.
Apesar das críticas, Ghalenoei reconheceu o apoio recebido após a chegada da delegação aos Estados Unidos, agradecendo a celeridade no deslocamento até o hotel. No entanto, ele destacou que os problemas persistiram ao longo da competição, tornando as condições oferecidas ao Irã cada vez mais complicadas, algo que, segundo ele, não está em sintonia com os valores que o futebol deveria promover.
O técnico também lamentou a ausência de autorização para que membros da diretoria e da imprensa iraniana acompanhassem a seleção durante o torneio, considerando essa situação incompatível com o espírito de uma Copa do Mundo. "Nós temos muitos desafios, especialmente fora de campo. Todos os nossos executivos e a mídia não estavam permitidos nos acompanhar. Isso mina o espírito do futebol. Você convida um time, mas não aceita o seu estafe?", questionou Ghalenoei.
Mesmo diante das adversidades, o treinador reafirmou que a seleção permanece motivada para representar o povo iraniano. "Sou grato pela nação iraniana e nós jogamos por eles. Eu sei que esse tipo de comportamento tem ferido nossas pessoas", concluiu Ghalenoei, que agora se prepara para o importante confronto contra a Bélgica, um dos jogos mais esperados do torneio.




