Cerca de 50 iranianos se reuniram neste domingo, 21, em frente ao estádio de Los Angeles, nos Estados Unidos, para expressar sua insatisfação com o regime dos aiatolás. O protesto ocorreu enquanto a seleção do Irã se preparava para enfrentar a Bélgica, às 16h, na segunda rodada da Copa do Mundo.
Os manifestantes, que optaram por não se identificar devido ao temor de represálias contra familiares que permanecem no Irã, destacaram a grave situação no país. Eles relataram que o governo iraniano está promovendo a violência contra crianças e jovens, além de sufocar a sociedade civil em prol de seus interesses pessoais.
“Estamos aqui para protestar contra o regime no Irã e mostrar para o mundo o que está acontecendo lá. Estão matando crianças e jovens, estão acabando com o país”, afirmaram os participantes do ato.
Além de denunciar as ações do governo, os manifestantes deixaram claro que não pretendem entrar no estádio. A decisão foi motivada pela recusa em contribuir financeiramente à Fifa, a qual consideram cúmplice do regime opressor, assim como a seleção nacional, que, segundo eles, representa apenas os interesses do governo.
O protesto em Los Angeles reflete uma crescente insatisfação entre a diáspora iraniana, que se mobiliza para chamar a atenção internacional para a situação no Irã. A manifestação também destaca a divisão entre os cidadãos e aqueles que ocupam posições de poder no país, evidenciando a luta por dias melhores e a necessidade de apoio global para a causa.
A Copa do Mundo, que reúne seleções de todo o mundo, torna-se, assim, um palco não apenas para competições esportivas, mas também para a expressão de vozes que clamam por mudanças e justiça social em seus países de origem.




