O governo de Israel intensificou suas operações no sul do Líbano nesta sexta-feira (19), realizando novos ataques contra o Hezbollah após a morte de quatro soldados israelenses em uma emboscada. Mesmo com o anúncio de uma pausa na guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano, e o estabelecimento de um cessar-fogo, as autoridades israelenses confirmaram que as tropas permanecerão em uma zona de segurança criada no território libanês.
Foram contabilizados mais de 150 ataques direcionados à região em resposta à ação do Hezbollah, que atingiu um tanque israelense nas proximidades de Kfar Tebnit. A condenação dos ataques foi expressa pelo presidente libanês, Joseph Aoun, que alertou que essa estratégia pode comprometer os esforços para encerrar os conflitos no país.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, informou que as forças israelenses atingiram mais de 80 alvos e eliminaram dezenas de terroristas do Hezbollah em redutos localizados no Vale do Bekaa e na região de Nabatieh. Katz enfatizou que as operações dessa sexta-feira foram uma represália direta pela morte dos soldados israelenses.
Ele também reafirmou que o Exército israelense continuará em sua “zona de segurança” no sul do Líbano, deixando claro que qualquer violação do cessar-fogo pelo Hezbollah será respondida de maneira contundente.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu apoiou os ataques, afirmando que Israel não aceitará agressões contra suas forças ou seu território e que o Hezbollah pagará um “preço muito alto” por tais ações. A nova trégua, que foi mediada por Estados Unidos e Catar, visa conter a escalada de violência, mas as autoridades de Israel indicaram que a suspensão das hostilidades não implica em retirada militar da região.
O porta-voz das Forças de Defesa de Israel, brigadeiro-general Effie Defrin, declarou que as tropas mantêm “total liberdade de ação” para lidar com possíveis ameaças no sul do Líbano, reforçando a posição militar de Israel na área mesmo em meio ao cessar-fogo.




