O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, nesta quarta-feira (17), reduzir a taxa Selic para 14,25% ao ano, uma diminuição de 0,25 ponto percentual em relação ao valor anterior de 14,50%. Essa mudança marca a terceira redução sequencial da taxa, que já havia sido ajustada de 14,75% na última atualização, ocorrida em 29 de abril.
A taxa básica de juros é um indicador importante nas transações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional, no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic). Além disso, a Selic serve como referência para as demais taxas de juros da economia, sendo um dos principais instrumentos utilizados pelo Banco Central para controlar a inflação.
O BC realiza operações de mercado aberto, comprando e vendendo títulos públicos federais, com o objetivo de manter a taxa de juros alinhada ao valor definido nas reuniões do Copom. Quando há um aumento na taxa básica de juros, o intuito é conter a demanda aquecida, o que impacta nos preços, já que juros mais altos encarecem o crédito e favorecem a poupança.
Por outro lado, taxas de juros elevadas podem também dificultar a expansão econômica. Contudo, ao reduzir a Selic, a expectativa é que o crédito se torne mais acessível, incentivando tanto a produção quanto o consumo, além de afrouxar o controle da inflação e estimular a atividade econômica.
As reuniões do Copom ocorrem a cada 45 dias, divididas em dois dias. No primeiro dia, são apresentadas análises técnicas sobre a evolução e as previsões para as economias brasileira e internacional, bem como o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os integrantes do Copom, que compõem a diretoria do BC, discutem as opções disponíveis e definem a nova taxa Selic.




