O Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) do polo base Dourados, vinculado à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), promoveu uma série de ações de controle vetorial nas aldeias Bororó e Jaguapiru entre os dias 8 e 12 de junho. Durante esse período, os agentes de combate a endemias realizaram vistorias em 2.706 residências, inspecionaram 2.241 caixas d’água e aplicaram tratamento químico em mais de 600 depósitos. A Reserva Indígena foi segmentada em quatro áreas, com foco em 541 imóveis na Bororó 1, 817 na Bororó 2, 514 na Jaguapiru e 834 na Jaguapiru 2.
Ao longo dos cinco dias de operações, os agentes encontraram 358 imóveis fechados e identificaram 617 focos do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão de doenças como Chikungunya, Dengue e Zika Vírus. As atividades também incluíram o recolhimento de materiais inservíveis que poderiam servir como criadouros do mosquito, com todo o material sendo devidamente coletado pelos profissionais envolvidos na ação.
Além disso, o Dsei aplicou 2.736 colheres dosadoras de larvicidas em reservatórios considerados potenciais criadouros do mosquito. O objetivo dessas iniciativas foi monitorar e avaliar as ações de controle vetorial nas aldeias do polo base do Dsei, visando a prevenção e o controle das arboviroses na Reserva Indígena de Dourados.
Os resultados das ações de controle foram divulgados nesta terça-feira (16) pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), que foi criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar o enfrentamento à Chikungunya na Reserva Indígena e no perímetro urbano do município. Dados do Informe Epidemiológico, distribuídos na segunda-feira (15), indicam que a Reserva Indígena registrou 3.255 notificações de Chikungunya desde o início da epidemia, com 2.447 casos prováveis e 2.183 confirmados, além de 808 descartados e 264 em investigação. Também foram confirmadas 10 mortes de indígenas devido a complicações da doença.
No contexto geral, Dourados contabilizou 9.621 notificações, sendo 5.109 casos prováveis, 4.693 confirmados, 4.512 descartados e 416 em investigação. Após uma sequência de quedas nas notificações, o município observou um aumento nos registros na semana 23, com 194 notificações de Chikungunya. Apesar disso, o número de internações devido a complicações da doença atingiu o nível mais baixo desde o agravamento da epidemia, com 18 internações até esta segunda-feira. Desse total, 14 ocorreram no Hospital Universitário HU-UFGD, 2 no Hospital Cassems, 1 no Hospital Regional e 1 no Hospital Evangélico Mackenzie.




