A mineração de bitcoins em escala industrial, utilizando energia renovável proveniente da cana-de-açúcar, está prestes a ser concretizada em IVINHEMA, Mato Grosso do Sul. A expectativa é que as operações comecem no dia 1º de julho, conforme anunciado por Mateus Lexugo, representante da Adecoagro, durante o evento "Raízes do Futuro: tecnologia e inovação para construir o amanhã", realizado em parceria com o Governo do Estado e o Google.
O projeto será implementado na unidade da Adecoagro em IVINHEMA e representa um passo significativo na estratégia da empresa de aproveitar sua capacidade de geração de energia limpa. Inicialmente, o Data Center destinará 10 megawatts (MW) para a mineração de bitcoin, utilizando 1.280 equipamentos. A estrutura foi projetada para permitir futuras expansões, podendo chegar a um consumo total de até 40 MW.
Lexugo enfatizou que a iniciativa irá utilizar energia limpa proveniente da cana-de-açúcar, destacando a importância do projeto no contexto das operações energéticas já existentes da Adecoagro em Mato Grosso do Sul. A empresa possui uma capacidade instalada de 230 MW de energia elétrica gerada de forma renovável.
Este empreendimento é fruto de uma parceria com a Tether, uma das principais empresas globais no setor de criptomoedas, que foi formalizada através de um memorando de entendimento assinado em julho de 2025. O acordo visa o desenvolvimento de operações de mineração de bitcoin utilizando excedentes de energia renovável produzidos pelas usinas da Adecoagro.
O projeto em IVINHEMA é considerado o primeiro de GRANDE escala desse tipo no estado e um dos pioneiros no Brasil, reforçando a posição de Mato Grosso do Sul como referência no desenvolvimento tecnológico, especialmente em áreas relacionadas ao agronegócio e à energia renovável. O governador Eduardo Riedel já havia antecipado, em junho do ano passado, que um Data Center voltado para a mineração de bitcoin seria instalado no estado, abastecido por energia limpa gerada localmente.
Com o início das operações previsto para julho, o projeto avança da fase de planejamento para a execução prática, representando uma nova forma de utilização da bioenergia no estado e integrando Mato Grosso do Sul em um setor que combina agronegócio, energia renovável e infraestrutura digital avançada.




